Caio Pedra
Mariana Guimarães
INTRODUÇÃO
Este trabalho acadêmico tem a finalidade de demonstrar como o mito explica a origem do mundo e do que ele existe, de forma a despertar no leitor a curiosidade de entender que cada civilização tem uma forma de pensar, que todas tem um fundo de verdade e que todas são válidas. Veremos também como o mito influenciou e influencia o pensamento e que se soma à ciência e à filosofia.
O pensamento mítico é comum a todas as civilizações, podemos encontrar mitos na Grécia antiga, no Egito, na Pérsia, na China, na índia, entre os Hebreus, entre os Esquimós, os Índios norte-americanos e os Tupis-guaranis. Um mito é um relato fantástico de tradição oral, geralmente protagonizado por seres que encarnam sobre forma simbólica as forças da natureza e os aspectos mais gerais da condição humana.
O mito é uma narrativa. É um discurso, uma fala. É uma forma de as sociedades espelharem suas contradições, exprimirem seus paradoxos, dúvidas e inquietações. Pode ser visto como uma possibilidade de se refletir sobre a existência, o cosmos, as situações de “estar no mundo” ou as relações sociais. (ROCHA; Everaldo, 1996, p. 3).
Nos primórdios da humanidade os mitos serviram para estimular as pessoas a agirem de determinado modo. As narrações mitológicas encorajavam os homens à caça, à guerra ou para a preparação de rituais sagrados.
Chaui (2000, p. 32,33) identifica três maneiras pelas quais o mito explica a origem do mundo e das coisas que há nele: (1) encontrando o pai e mãe dos seres e coisas, isto é, tudo que existe decorre entre relações sexuais entre forças divinas e pessoais; (2) encontrando uma rivalidade ou uma aliança entre os deuses que faz surgir alguma coisa no mundo. (3) encontrando as recompensas ou os castigos que os deuses dão a quem lhes obedece ou a quem lhes desobedece, respectivamente.
As explicações da origem do universo e da vida são diferentes a cada mitologia de um lugar. No Brasil, a cosmogonia dos Índios se reporta a um criador do céu, da terra e dos animais (o Monã dos tupinambás) e a um criador do mar, Amã Atupane (Tupã), considerado pelos jesuítas o mais próximo da ideia de Deus surgida nos domínios da catequese. Na mitologia Grega, a origem do universo se deu com o surgimento de Gaia (a Terra) e Urano do caos escuro e vazio que era. A partir da relação sexual desses, surgiram os outros planetas e os deuses e deusas do amor e do sexo (Afrodite), por exemplo. Então a origem do mundo e das coisas que existem se deu através dos conflitos e relações sexuais entre estes.
Mais um exemplo de criação do mundo e das coisas que nele existem através da mitologia, é o Budismo. Nesta não há um deus criador, e a religião não começa no inicio dos tempos, e sim com o despertar de Buda. O universo tal como é simplesmente sempre foi assim “desde o tempo sem início”. O Budismo considera todas as coisas como fenômenos e nenhum fenômeno possui natureza independente, o que explica que todos eles ocorrem somente do relacionamento com outros.
Atualmente, a cosmogonia pode ser facilmente dividida em duas teorias: Teoria evolucionista, incrementada posteriormente com a pesquisa de Charles Darwin desenvolvendo seu livro “A origem das espécies”, e a Teoria criacionista cristã, baseada na Bíblia sagrada pelo cristianismo e dependente de interpretação pessoal ou de religiões que usam o livro como base para seus princípios. Em relação com a mitologia, podemos observar que a Teoria criacionista tem aspectos irrelevantes de mito. Nela, a terra era sem forma e vazia, e com o comando de um ser superior (Deus), tudo foi surgindo no intervalo de seis dias, como o sol, a lua (dia e noite), a separação entre as águas e a expansão entre elas, a parte seca como terra e o ajuntamento de água como mares, as árvores frutíferas e todas as espécies de animais, e finalmente o homem à sua imagem, e posteriormente a mulher, feita da costela do homem. (BÍBLIA. Gêneses, cap. 1, vers. 1 ao 31).
CONCLUSÃO
Podemos observar que o mito nos cerca atualmente, e que é fundamental tanto para incrementar as explicações da ciência (e da filosofia), quanto para explicar fenômenos como a origem da vida na terra em suas diferentes versões a depender do momento histórico e contexto da sociedade em que é narrado.
REFERÊNCIAS
CHAUI, Marilena. (2000). Convite à filosofia. Ática, São Paulo. P. 32-33.
ROCHA, Everaldo. (1996). O que é mito. Brasiliense. P. 3.
BÍBLIA SAGRADA. Gêneses, cap. 1, vers. 1-31. Nova versão internacional.
Artigo feito por Caio Pedra e Mariana Guimarães como avaliação parcial da disciplina de Fundamentos Filosóficos e Epistemológicos da Psicologia, Centro Universitário Jorge Amado, Salvador-Ba, datado de Maio de 2014.
Podiam fazer um resumo deste texto,mas mesmo assim esta ótimo!
ResponderExcluirPois e
ExcluirOlá, o texto foi criado para uma disciplina da faculdade, portanto não foi existe um resumo dele feito por mim.
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