Analisando
as duas teorias, podemos perceber que para Piaget o aprendizado é dado por
interação entre as estruturas internas e conteúdos externos, já para Skinner, o
aprendizado ocorre a partir de interações entre o organismo e o ambiente. O que
já nos remete à primeira e crucial diferença entre o behaviorismo e as demais
teorias estudadas da aprendizagem, tendo base no materialismo, explicando o
comportamento – e a aprendizagem – sem utilizar-se de termos mentalistas (que
remetem a estruturas psíquicas ou internas na explicação do comportamento).
Numa aprendizagem escolar com base na teoria de Piaget, os conteúdos, tendo ele estudado principalmente o raciocínio lógico-matemático que é imprescindível nos primeiros anos das séries iniciais, seriam apresentados para as crianças de acordo com seu estágio do desenvolvimento cognitivo postulado por ele (Piaget), sendo que essa forma de seleção de conteúdo é vigente até hoje em alguns modelos de ensino. Para Skinner, o conteúdo não dependeria primordialmente de uma maturação do sujeito, mas de outros conteúdos anteriormente ensinados. Os conteúdos são apresentados por etapas, aumentando-se o grau de dificuldade de acordo com o aprendizado individual do sujeito, algo que nos mostra uma pequena semelhança entre as abordagens no que diz respeito ao conteúdo ensinado.
Numa aprendizagem escolar com base na teoria de Piaget, os conteúdos, tendo ele estudado principalmente o raciocínio lógico-matemático que é imprescindível nos primeiros anos das séries iniciais, seriam apresentados para as crianças de acordo com seu estágio do desenvolvimento cognitivo postulado por ele (Piaget), sendo que essa forma de seleção de conteúdo é vigente até hoje em alguns modelos de ensino. Para Skinner, o conteúdo não dependeria primordialmente de uma maturação do sujeito, mas de outros conteúdos anteriormente ensinados. Os conteúdos são apresentados por etapas, aumentando-se o grau de dificuldade de acordo com o aprendizado individual do sujeito, algo que nos mostra uma pequena semelhança entre as abordagens no que diz respeito ao conteúdo ensinado.
Outra semelhança que se percebe é uma ênfase – ainda que
menor em Piaget – ao meio social na aprendizagem, que para Skinner tem peso
maior, pois as relações entre os sujeitos (contingências) são cruciais no
processo de aquisição de comportamentos, ou aprendizagem.
Para Piaget, é de grande importância uma boa relação
professor-aluno. Os afetos entre as duas partes contribuirá de forma efetiva na
aprendizagem, para que os alunos se sintam “valorizados”. Já para Skinner, os
afetos não tem importância na aprendizagem, podem até ocorrer, mas não afetam
diretamente na aprendizagem, primeiramente porque os indivíduos são mais
autônomos quanto à sua aprendizagem, dependendo esse de sua história passada de
reforçamento, sendo que para Skinner toda aprendizagem acontece por
consequências de comportamentos.
Piaget considerava que o ambiente escolar e prática
pedagógica deveriam se adequar aos interesses dos alunos, com base em seu
estágio do desenvolvimento cognitivo. Ficando clara a importância da cognição
para a aprendizagem, algo que Skinner desconsiderava enquanto estrutura. O
professor teria o papel de apresentar o conteúdo que chega programado por
técnicos para que se obtenham resultados favoráveis, em Skinner.
Referências
TAFNER, Malcon. A
construção do conhecimento segundo Piaget. Acessado em 02/11/2015.
Disponível em <http://www.cerebromente.org.br/n08/mente/construtivismo
/construtivismo.htm/>
SILVA, André Luis Silva da. Teoria da Aprendizagem de Piaget. Acessado em 02/11/2015.
Disponível em <http://www.infoescola.com/pedagogia/teoria-de-aprendizagem-de-piaget/>
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